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Uma singela carta

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Querida amiga, Decidi escrever essa carta para lhe dizer que andei relembrando algumas memórias que ficaram presas em minha mente. O problema é que consegui lembrar perfeitamente dos tempos que era louco por você. Naquele tempo, você alegrava meu dia com um simples “oi”. Boas lembranças começaram a invadir meus pensamentos. Passei dias a fio relembrando teu jeito, tua forma delicada de convencer as pessoas sobre suas certezas. Quando, de repente, em um dia cinza, lembrei de todas às vezes que não contei a você sobre meus reais sentimentos. Lembrei de todos os beijos que nunca aconteceram.  Então, querida amiga, comecei a me sentir um completo idiota. Você invadiu meu mundo, mais uma vez, para me mostrar o quanto posso ser tolo. Depois de tanto tempo, você volta em forma de um fantasma assombrando meus dias com essas lembranças. Mas será que eu realmente sou o único culpado? Começo achar que você deve ter sua parcela de culpa por me fazer desejar-te como um nordestino...

Mil e uma noites... de crime

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Quando eu assisti a Uma noite de crime, não pensava que fosse gostar da história. Imaginava que seria bom, mas não achei que eles abordariam a desigualdade em um filme do gênero. O que importa é que aquela velha história que o segundo filme não é melhor do que o primeiro não se enquadra para a sequência do longa. O primeiro te envolve, mas não como o segundo. Se o primeiro fala sobre a desigualdade e guerra criada pelo governo entre ricos e pobres, brancos e negros, o segundo aborda as mesmas coisas, no entanto de uma maneira mais aprofundada e impactante. Em Uma noite de crime: anarquia, a briga ideológica não envolve mais a proteção a um morador de rua. Agora, as pessoas, esquecidas pelo governo, que discordam do sistema lutam contra ele. Não são pelas doze horas O ódio das pessoas pelo ato da “purificação” não é meramente em relação ao dia propriamente dito, mas ao fato do governo apoiar a brutalidade que só acontece com os pobres, enquanto os poder...

Feliz sexta-feira 13 (?)

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Isso aí, estamos na primeira sexta-feira 13 do ano. Isso significa que dia 13 de fevereiro caiu em uma sexta-feira! Convenhamos que para quem acredita em simbologia, superstições e aquela coisarada toda, talvez esse dia seja bem significativo. Quando eu era criança, tinha medo da sexta-feira 13 porque as pessoas falavam bastante na época. No entanto, adorava esperar pelo filme que passaria no SBT nessa data especial. Morria de medo, maaaaas assistia do mesmo jeito.  Falando nessas coisas, eu lembrei da primeira e única vez que assisti Freddy vs. Jason. Eu fiquei bastante tempo com medo de dormir e sonhar com o Freddy. Esse episódio me fez adiar de todas as formas possíveis o momento de assistir a Hora do Pesadelo até o ano passado. Na verdade, me decepcionei quando vi porque esperava mais, porém dou desconto pelo filme ser velho. Digamos que também aproveitei a oportunidade para ver o Johnny Depp novinho.   Pois é, ainda chorei quando o personagem dele morreu. Ac...

Caminhos desconhecidos

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Ela andava feito louca procurando algo que se encaixasse perfeitamente em seu atual estado de espírito, mas não encontrava nada. Então, ela andou, andou, andou até passar inúmeras vezes pelos mesmos lugares. Tentou procurar alguém que fosse capaz de ajudá-la, no entanto, não havia ninguém. Olhava para todos os cantos com cara de perdida, mesmo assim não encontrava nada. Quando resolveu desistir, encontrou alguém que poderia ajudar, entretanto, a tal pessoa a mandou para o mesmo local. Andou várias vezes pelos mesmos caminhos, até se perder e passar por um caminho sombrio. Mesmo com medo, encontrou alguém que apontou a direção certa para encontrar a Dona, conhecedora de todos os guias de todos os caminhos. Correu até singela casa da Dona e contou para ela qual era o seu problema. Então, Dona usou seus poderes sobrenaturais e disse a ela que falaria com o guia chamado Desconhecido. Ela já estava sem esperanças achando que o Desconhecido não encontraria o que ela pr...

Em crise parte II ft. Rango

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Rango é um personagem do Johnny Depp, no original, mas para mim é totalmente só dele porque é muito a cara dele, que se parece muito comigo. O chapeleiro maluco também parece, em alguns aspectos, mas não quero falar sobre isso.  Não que eu seja muito o Rango, eu tenho um nome e perdi minhas barbies sem cabeças há um tempinho, sem contar que eu não tenho um talento nato para ser outra pessoa. Só sou eu, na maioria das vezes. A coisa toda é que o Rango é um forasteiro que ainda não encontrou o seu lugar ao sol, apesar de estar perdido em um deserto.  Às vezes, quase sempre, eu me sinto assim, uma pessoa fora de seu mundo, como se pertencesse a outro lugar ou me sinto como se fosse alguém que ainda não descobriu seu lugar no mundo.  Na verdade, eu ainda não fui a nenhuma cidade parada no tempo, na qual as pessoas fazem uma dança para pegar água. Então, talvez eu tenha que encontrar esse lugar ou esse lugar seja dentro de mim mesma.  Talvez o problema seja ...

Da série: falando com as paredes

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Estava decidida a terminar um texto narrativo que comecei a escrever em 2011, mas eu não o trouxe comigo, então aquela história vai ter que esperar mais um pouco para ser terminada. A razão por eu não a terminado eu não lembro. No entanto, tudo me leva a crer que foi por causa da quantidade de linha. O texto já tinha extrapolado o limite e eu estava bem no começo, logo provavelmente fiz outro ou não o entreguei. Como eu disse, não me lembro.  Eu tenho um sério problema com limite mínimo e máximo de um texto. Acredito que tudo começou em 2010, quando fui desafiada a fazer um texto narrativo ou continuar um. Por padrão, resolvi criar o meu próprio texto. Na época, achei aquelas quatro ou cinco folhas mais incríveis que já tinha feito na vida. No entanto, a professora jogou um balde de água fria na minha cara, quando se recusou a ler porque, segundo ela, tinha ultrapassado o limite máximo de 30 ou 35 linhas.  Eu não lembro o nome dela, mas eu tinha certeza que ela não ...

Platonicamente falando, é medo!

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"Você está menos platônica e mais pé no chão" - e essa foi a fala que tocou meu coração o suficiente para tentar escrever algo sobre. De todas as expressões que alguém poderia utilizar para referir ao meu atual estado de espírito,  em toda a minha vida de dezenove anos, dois meses, dois dias e aproximadamente nove horas,  nunca pensei que alguma pessoa falaria "pé no chão". De certo modo, na maioria das vezes, eu não sou uma pessoa que pensa nas coisas como elas são de fato. Geralmente, eu acabo complicando tudo de forma um pouco dramática. É como se algum tipo de pessimismo, mal resolvido, acompanhasse meus pensamentos. Na realidade, é a parte idealista gritante do meu ser interior. No entanto, em relação a conflitos, é um idealismo pessimista. Não faz sentido, mas faz. É como se eu fosse idealista dos dois lados da moeda. Tanto para o otimismo, tanto para o pessimismo, ou seja, eu idealizo até os problemas. No entanto, não estou falando de "o pro...